quinta-feira, 26 de junho de 2008

Uma fábula moderna de personagens esquisitos e sem uma clara lição de moral no fim VII

(Pra uma argentina)

“‘Eu quero isso, palavras aqui e ali, tudo em ordem. Sexo também é bom, sem essa coisa de selvageria, sem pressa, quase sem vontade, quero um amor que não sofre, não chora, não arde: um amor assim... insensível?, não, um amor tangível: que é honesto assim: o que se diz, o que se faz: é o que é, um amor sem grandes-coisa, um amor porto-seguro, que tudo que resta é incerto demais, e claro que esse amor não existe, que é miragem, alucinação de sede e fome, daí ser você, assim impossível, indo embora cedo só porque tem mesmo de ir’, eu quis dizer e não disse.

E ela levantou e foi embora, ‘Porque estou atrasada’, foi o que ela falou um português ruim enquanto me beijava a testa e ia embora para sempre (?).”